Abrindo caminhos para o turismo

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O Maranhão reúne as mais belas e encantadoras paisagens naturais. Nenhum lugar do planeta concentra em sua extensão territorial a singularidade dos lençóis com suas dunas e lagoas; a Chapada das Mesas com imponentes cachoeiras, rios, florestas; extensa faixa litorânea com lindas praias, Delta das Américas, além de rico acervo histórico, arquitetônico e patrimônio cultural da humanidade.

Tamanho potencial turístico requer investimentos em infraestrutura e promoção para incluir definitivamente o Maranhão no roteiro turístico nacional e internacional. Iniciativas de pronto adotadas pelo governador Flávio Dino.

A retomada do Consórcio da Rota das Emoções com os estados do Ceará e Piauí visando promover os destinos Jericoacoara (CE), Delta das Américas (PI/MA) e Lençóis Maranhenses reveste-se de elevada importância para o turismo da região. Mas, não só.

Obras de grande relevância para integrar a rota turística da região estão em execução. A estrada Barreirinhas a Paulino Neves, que facilita o acesso de turistas a partir dos estados vizinhos para a região, está em ritmo acelerado. Também importante é a estrada que liga a paradisíaca Santo Amaro à MA-402, no povoado Sangue. São rodovias que para além de integrar municípios, como Barreirinhas, Tutóia, Paulino Neves e Santo Amaro ao circuito da Rota das Emoções certamente promoverão inclusão de parcela significativa de maranhenses, que terão acesso a renda, oportunidade de emprego e serviços públicos.

O turismo tem se notabilizado por movimentar a economia em diversas dimensões gerando emprego e renda. Esta é por certo uma ótima alternativa para incluir municípios que em pleno século 21 ostentam indicadores sociais desastrosos. Territórios onde a riqueza natural contrasta com a pobreza da maioria da população.

Outro pólo de grande potencial turístico ainda inexplorado é a região do Litoral Ocidental Maranhense. Nela, temos belas praias, rios, a ilha dos Lençóis e floresta dos guarás. A ponte sobre o rio Pericumã, que ligará os municípios de Bequimão a Central, propiciará a descoberta deste tesouro para o turismo.

Com isso, abre-se uma janela de oportunidade notável para o desenvolvimento dos municípios da região. Parte deles, com indicadores sociais sofríveis.

Também para estimular a economia do turismo no Estado, o governador Flávio Dino reduziu a carga tributária sobre combustível da aviação visando incrementar o turismo em São Luís e em outras cidades. Carolina passou a ter vôo direto para o município. As obras do aeroporto de Barreirinhas retomadas. A reestruturação do sistema de transporte aquaviário também é fator essencial para melhorar o fluxo de turistas à cidade histórica de Alcântara. Outro importante atrativo turístico do Estado.

Todo este conjunto de ações tem a capacidade de colocar nosso estado entre os protagonistas do turismo brasileiro. Com tanta exuberância natural e agora com a infraestrutura ampliada, o Maranhão abre caminhos para o desenvolvimento turístico com geração de renda e distribuição de riquezas entre seus habitantes.

Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos

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Um Maranhão com mobilidade

Por Flávio Dino

Governo lançou o projeto 'Travessia' para cadeirantes da região metropolitana. Foto: Karlos Geromy/SecomA oferta de transporte público e vias de acesso para a locomoção ao trabalho e lazer é um dos direitos básicos do cidadão. Nos grandes centros urbanos, esse tornou-se um direito condicionante de acesso a outros, como saúde e educação. Por isso, essa tem sido uma área prioritária para o Governo de Todos Nós, com investimentos em estradas e vias urbanas, além de inovações como o Expresso Metropolitano e o Travessia.

Desde o nosso primeiro ano de gestão, o Expresso Metropolitano funciona atendendo todos os municípios da Grande Ilha – Paço do Lumiar, Raposa, São José do Ribamar e São Luís. São 35 ônibus garantindo a viagem de 12 mil pessoas por dia. Os veículos são climatizados, com cadeiras estofadas, capacidade para até 70 passageiros, elevadores com plataforma para garantir acessibilidade e GPS para que o usuário acompanhe por aplicativo de celular o deslocamento do veículo até a parada. Tudo para que quem passe o dia trabalhando tenha condições de voltar para o seu lar com dignidade. Uma medida do sucesso desse serviço é que ele tem a aprovação de 92% dos usuários na Grande Ilha. Em maio, lancei o Expresso Metropolitano também na Região Tocantina. O serviço está interligando Imperatriz aos municípios de Senador La Rocque e João Lisboa, atendendo 3 mil passageiros por dia com o mesmo padrão de qualidade da Grande Ilha.

Outro serviço de transporte importante é o ferry boat, por onde passam 1,7 milhão de pessoas e 300 mil veículos. Por isso, estamos investindo constantemente em melhorias nos terminais de Cujupe e Ponta da Espera. Agora em julho, vamos entregar mais uma etapa de reformas na Ponta da Espera, com investimento de quase R$ 1 milhão para criação de área de vivência equipada com lanchonete, banheiros e fraldário, acesso seguro para pessoas com mobilidade reduzida e wi-fi. Também foram realizadas melhorias nas instalações de segurança, com pórtico e box para a Polícia Militar, câmeras e sistema de combate a incêndio. O próximo passo será remodelar o Terminal do Cujupe, com construção de novas passarelas. E teremos a licitação de novas empresas operadoras, visando a um serviço melhor nos próximos anos.

Alem de todos esses esforços para garantir o transporte de qualidade para milhões de maranhenses, acreditamos que devemos tratar com especial atenção os que mais precisam: justamente as pessoas com maior dificuldade de deslocamento. Foi o que fizemos com o Travessia – Transporte Especial Gratuito para a Pessoa com Deficiência, Usuária de Cadeira de Rodas. Esse programa oferece transporte gratuito, com capacidade para atender, por mês, até mil cadeirantes da Região Metropolitana de São Luís, das 8h às 20h, inclusive feriados. As pessoas têm o transporte na porta de casa, gratuitamente, para se deslocarem em casos de saúde, educação, trabalho e lazer. Este ano também vamos implantar o serviço em Imperatriz.

São mudanças que se ligam com as que estamos fazendo em hospitais e escolas, ampliando e melhorando a oferta de serviços públicos. A propósito, ontem foi um dia feliz, com a entrega de mais 10 escolas totalmente reformadas e qualificadas. Essas políticas são fruto do nosso compromisso em melhorar a vida dos maranhenses, investindo os recursos públicos em serviços diretos ao cidadão. Esse é o caminho maranhense para enfrentamento da crise, caminho este que hoje é reconhecido nacionalmente, graças a Deus. Avante.

Advogado, 48 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.

Investimentos em políticas sociais

Do Jornal O Imparcial

DSC_8373ROBSON PAZ*

Nas últimas décadas, prevaleceu em São Luís e no Maranhão a cultura de que governante “bom” é aquele que constrói obras suntuosas – viadutos, pontes, estádios, hospitais… Um equívoco, pois no mais das vezes estas “grandes obras” passam ao largo das reais necessidades da população.

Casos de desperdício e mesmo de desvio de recursos públicos com projetos monumentais e ditos redentores pululam no país. Um modelo de gestão socialmente fracassado.

Dos gestores esperam-se práticas inovadoras, que elevem os interesses coletivos e a qualidade de vida nas cidades. Investimentos corretos em educação, saúde, segurança, infraestrutura, que resultem em melhores indicadores sociais e promovam desenvolvimento.

Soluções simples, mas de resultados impactantes.

Um olhar mais atento sobre nossa São Luís verá uma série de bons exemplos executados pelo governo do Estado.

Iniciativas com foco na inclusão social, como o projeto Travessia, o programa Bolsa Escola (Mais Bolsa Família). O primeiro garante cidadania e dignidade às pessoas com deficiência, que tem acesso a transporte gratuito com conforto e segurança.

O segundo oportuniza a milhares de alunos direito à compra de material escolar e ainda incrementa a economia da cidade ao investir recursos no mercado local.

O Pacto pela Paz, que assegura remuneração extra aos policiais militares e civis por arma apreendida. Mais que reconhecimento ao trabalho de policiais, se traduz em redução dos índices de violência. Os conselhos comunitários de segurança promovem integração entre poder público e sociedade na luta contra a violência.

A democratização das escolas com eleições diretas para gestores. Medida que aproxima a escola com seus diretores e professores dos pais e alunos em busca de educação com mais qualidade. A reconstrução de escolas, que por décadas foram abandonadas. O programa Cidadão do Mundo, que leva estudantes de escolas públicas para fazer intercâmbio em outros países.

O transporte a preço justo com conforto e segurança para a população. Aquilo que parecia utópico tornou-se realidade com a criação do Expresso Metropolitano, hoje, um dos serviços públicos mais bem avaliados em nossa cidade.

A garantia de mobilidade urbana também com projetos criativos, como as vias Interbairros, intervenções na rotatória do aeroporto e na Forquilha, o Mais Asfalto em parceria com a Prefeitura de São Luís.

A garantia de alimentação nutritiva, saudável e a preço simbólico, com a entrega de novos restaurantes populares e inclusão de jantar nas unidades antes existentes. Os Sisteminhas, que garantem assistência técnica e apoio financeiro a pequenos produtores da zona rural.

O apoio às famílias com a criação do Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar), hoje, referência nacional.

Trata-se de um conjunto de políticas públicas importantes, que demonstram a preocupação com o ser humano. Em melhorar verdadeiramente a vida das pessoas que mais precisam, sem, contudo, descuidar dos grandes investimentos. Não mais como mera política de pão e circo, mas com o olhar voltado para o desenvolvimento, com distribuição de renda e oportunidade para todos.

*Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos

Obras por todo o Maranhão

Por Flávio Dino

13567500_586317994862311_9071059500908362556_nA construção civil é um setor de enorme importância econômica e social no Maranhão, por movimentar centenas de empresas e milhares de empregos. Essa é uma das razões pelas quais tenho me dedicado tão intensamente a um alto número de obras sendo iniciadas, concluídas e inauguradas, apesar da escassez financeira vigente no país.

São centenas de obras em ruas, estradas, hospitais, escolas e praças. Com essas intervenções, cidadãos de todas as regiões já passaram a ter acesso a mais benefícios, para melhorar as suas vidas. Para dimensionar essas mudanças, basta pensar nas pessoas com acesso facilitado às suas casas e estas com menos poeira, ou lembrar-se dos alunos mais motivados em escolas reformadas. E muitos outros benefícios: novas unidades do VIVA para acesso a direitos civis e sociais; hospitais regionais de alta complexidade; poços e sistemas de água; praças para lazer e qualidade de vida nas cidades.

Em nossa Ilha, a título de exemplo, cito dois grandes sonhos da população, que estamos agora concretizando. As intervenções na região do Parque Vitória e na Forquilha são obras de verdade, com drenagem, feitas para durar. Já fizemos na Ilha cerca de 150 quilômetros de asfalto, abrangendo bairros populosos como os da área Itaqui-Bacanga, Coroadinho e Cidade Operária, em parceria com a prefeitura. Sempre sublinho que o Programa Mais Asfalto é um jeito de ajudar os municípios na execução de uma tarefa que a eles compete, cabendo ao Governo do Estado um papel complementar. Cumprindo essa função, o Mais Asfalto já chegou a 130 cidades, e até o fim do nosso mandato estará nos 217 municípios.

No tocante às estradas, temos mais de 1.000 quilômetros executados no nosso governo, aí computando obras concluídas, obras em andamento e recuperações de pavimentação. Como exemplo, convido a todos para acompanharem a revolução que estamos fazendo no Sudeste do Maranhão, com obras ligando municípios como São Francisco, Barão de Grajaú, São João dos Patos, Passagem Franca, Buriti Bravo, Lagoa do Mato, indo até o povoado Baú, já em Caxias.

Na área da saúde, temos dezenas de construções e reformas. Desse conjunto, menciono o Hospital da Criança, em convênio com a prefeitura de São Luís, e o novo Hospital dos Servidores do Estado, duas obras grandiosas que estão em execução na Avenida dos Franceses e atrás do Hospital Carlos Macieira.

Também investimos em espaços de lazer e convivência comunitária, pois isso ajuda a ter pessoas mais saudáveis e felizes. Me alegro muito quando vejo a revolução urbana que a praça da cidade de Matões causou, ou visito a Praça da Lagoa repleta de crianças brincando ao ar livre. Várias cidades serão beneficiadas com novos equipamentos urbanos, a exemplo da nova Beira-Rio de Imperatriz, presente para a região tocantina que vamos começar a executar agora em julho.

E tudo isso que aqui destaquei é uma pequena parte do enorme acervo de obras que temos hoje, sob a coordenação da minha valente e determinada equipe. Quem ler esse artigo, talvez se pergunte por que essas coisas boas não aparecem em algumas televisões. Ou por que alguns insistem em somente derramar amargura, em críticas rancorosas, vendo até “bois tristes” onde só houve festa. Trata-se de ótimas perguntas, bem ilustrativas sobre a demarcação entre os vários campos políticos no Maranhão, em torno da contradição essencial: de um lado, os que querem e constroem mudanças; do outro lado, os que lamentam a perda de privilégios pessoais, ou que se dizem “desiludidos” com nosso governo porque eu não aceito a formação de novos coronéis e castas. Afinal, fui eleito para defender os interesses dos indefesos, dos esquecidos, dos invisíveis. Assim tem sido, e assim será.

Advogado, 48 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.

Dificuldades, união e trabalho

ROBSON PAZ

DSC_8373São Luís, 1º de Janeiro de 2013. Hospitais de urgência e emergência sob intervenção do estado. Escolas depredadas por vândalos. Malha viária dos bairros destruída. Servidores com salários atrasados. A cidade estava um caos.

A dívida da Prefeitura cerca de R$ 1 bilhão. O orçamento anual de R$ 2,3 bilhões. Repare que a dívida correspondia a quase metade do orçamento previsto. Estava ruim e piorou com o boicote do governo do Estado, por questões políticas, penalizando a população. Único município a não ter convênio com o Estado e a pagar R$ 2 milhões mensais ao Estado, atinentes a dívidas pretéritas.

Tudo isso sob ataque sistemático de império midiático. O ápice por certo está no anedotário da mídia local e, quiçá, nacional. Uma dessas reportagens operou o milagre de fazer “paraplégico” levantar da cadeira de rodas e andar. Esperava por ônibus com elevador para pessoas com deficiência.

Poucas vezes um gestor ludovicense enfrentou quadra tão hostil quanto o prefeito Edivaldo Júnior, nestes três anos e meio.

A posse do governador Flávio Dino renovou as esperanças da população. A tão sonhada e esperada parceria entre governo e município finalmente se concretizou e os resultados começam a aparecer. Mas, eis que o país é tomado pela avalanche da crise econômica e financeira, que assola principalmente os municípios. Hoje, mais de 600 cidades atrasam ou parcelam salários dos servidores.

Contudo, é nas tormentas que se revelam os grandes navegadores. Apesar das dificuldades, há avanços importantes. São Luís mantém em dia salário dos servidores. Os Socorrões atendem à população reduzindo a quase zero a fila de macas nos corredores; unidades mistas de saúde foram reformadas; o Samu e o Hospital da Mulher passaram a funcionar plenamente. O Hospital da Criança está em construção e será ampliado para melhor atender os pequeninos.

A mobilidade urbana melhora com a construção de 14 vias Interbairros – parceria entre os dois governos. Várias intervenções foram realizadas nas principais avenidas para dar fluidez ao trânsito. A histórica e inédita licitação do sistema de transporte da cidade demonstra a responsabilidade e compromisso da gestão. Mais de 400 Km de pavimentação nos bairros da cidade, dos quais quase 100 km resultantes da parceria com o programa Mais Asfalto.

Na habitação, cerca de 10 mil casas populares foram entregues em parceria com o governo federal para a população de baixa renda.

São Luís vive raro momento de união entre governo do Estado e Prefeitura de São Luís. Os tempos de guerra entre os Palácios La Ravardière e dos Leões é coisa de um passado, em que querelas políticas e ideológicas se sobrepunham à população. Agora, prevalece o republicanismo e a parceria institucional, que se espera perene. Para o bem de nosso povo.

*Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos

Menos juros, mais empregos

Por Flávio Dino

flaviodino20O Brasil e o mundo vivem uma grave e múltipla crise: política, econômica e também de valores morais. Temos de enfrentá-la com soluções pactuadas, que resgatem o princípio de solidariedade e gerem empregos para melhorar a vida de todos. No caso do Brasil, isso passa essencialmente pela redução de juros – e não pelo corte de serviços públicos.

O rombo fiscal que se anuncia para o ano – de R$ 170 bilhões – não pode ser combatido apenas com o sacrifício dos mais pobres. É o que pretende, por exemplo, a proposta de acabar com os reajustes do salário mínimo e aposentadoria. Há uma imensa parte invisível nessa conta do déficit, que come 50% do orçamento da União: o pagamento de juros da dívida. Um ajuste fiscal que faça jus ao nome deve enfrentar esse, que é o maior dos gastos públicos. Metade dos recursos colhidos de toda a sociedade, por meio de tributos, alimentam uma pequena elite do mercado financeiro, que são os donos dos títulos da dívida pública.

Somente em 2015, foram R$ 367 bilhões em dinheiro público pagos em juros da dívida. Ou seja, só em um ano de juros que o Governo pagou aos bancos e grandes rentistas, os recursos pagariam todo o programa Bolsa Família por 15 anos somados. Não há ajuste fiscal que se realize com juros altos. É injusto socialmente limitar gastos de serviços públicos e manter ganhos estratosféricos de bancos e rentistas. Manter não, melhor dizendo, aumentá-los. Pois com a inflação declinante, em face do brutal e errôneo choque recessivo do ano passado, temos um aumento da taxa de juros em termos reais. Mesmo que o Banco Central não eleve as taxas, elas já estão subindo em termos reais pois está havendo queda da inflação.

Menos juros significaria menos peso também para empresas e famílias, gerando espaço para investimentos e para mais dinamismo no setor de comércio e serviços. Reduzir os juros abriria oportunidades para um novo ciclo de crédito, o que é essencial para o país sair da crise.

É importante sempre destacar que a atual crise econômica é um fenômeno também mundial. Em alguns países gerando efeitos inimagináveis, como a taxa de 50% de desemprego entre jovens na Espanha. Soluções tristemente restritivas já vêm sendo levantadas em todo o mundo. Da expulsão de imigrantes na Europa à proposta de um candidato nos Estados Unidos de aumentar o muro com o México. Essas soluções que não se baseiam no princípio da solidariedade, essencial para vivermos em sociedade, não nos levam a bom termo. A restrição de serviços públicos – portanto, do tecido de solidariedade social – parte também do mesmo princípio individualista de que todos viveríamos melhor no espírito do “cada um por si”. Experiências históricas de quando essas ideias foram levadas ao extremo nos mostram que não é uma boa saída.

No caso brasileiro, nosso maior desafio nesse campo é enfrentar o principal gasto público, que cria desequilíbrio fiscal e trava crescimento. E passar a cobrar tributos de quem realmente pode pagá-los, com a tributação sobre grandes fortunas e sobre bancos. Eles, que lucraram todos esses anos com os períodos de crescimento econômico, é que têm de contribuir mais nesse período de recessão e crise. Os juros altos, associados à paralisação de obras federais e arrecadação em queda, formam uma realidade de sofrimento hoje no país. Reduzir os juros é o primeiro passo para fazer o melhor e mais justo ajuste fiscal.

Advogado, 48 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.

Celebrando a esperança e dignidade

ROBSON PAZ*

DSC_8373A escola é certamente uma das instituições públicas mais presentes na vida dos maranhenses. É também seguramente o serviço público com maior potencial de transformação de nossa sociedade.

Por certo esta é uma das razões da felicidade e emoção de professores, alunos e pais com a recente reestruturação e entrega de mais de 30 escolas pelo governo. Outras dezenas estão em obras por todas as regiões do Estado e até 2018 serão construídas 300 escolas dignas.

A sede de educação com qualidade foi manifestada, por meio de discursos e manifestações de agradecimento ao governador Flávio Dino, nos municípios.

Em Coroatá, onde três escolas foram completamente restauradas, profissionais da educação e alunos sublinharam a emoção de ver que, agora, além dos bons profissionais, terão boas acomodações, melhor estrutura e equipe qualificada para trabalhar. “Hoje, já não somos mais invisíveis e a prova disso é que estou aqui em nome de todos os alunos da escola Clodomir Millet agradecendo esse gesto que nos dignifica e nos motiva ao aprendizado”, disse a aluna, emocionada.

Foram décadas de abandono das escolas, que culminou com a falta de professores, material didático, ventiladores quebrados, carteiras danificadas e falta de merenda com qualidade. “Após esta longa espera um dia apareceu um governador querido enviado por Deus e que vendo a nossa angústia de nós se compadeceu e realizou o milagre”, nas palavras da professora de São Mateus, a constatação de que o sonho de ter escolas dignas se tornou quase uma súplica.

Há relatos de escolas com mais de 30 anos sem passar por reformas. De um estudante são-mateuense o reconhecimento da dimensão transformadora da educação. “…este investimento que o governo faz é a mais forte maneira de acabar com a criminalidade, oportunizando uma educação de qualidade para todos”.

Difícil acreditar que aqueles que governaram por meio século o Maranhão tenham desprezado tanto a educação de nossa gente.

O patrono da educação brasileira Paulo Freire traduziu com rara sensibilidade e precisão as razões que levam as classes dominantes a negarem tão precioso direito. “Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica”.

Não por acaso, aqueles que deveriam zelar pela garantia de serviços públicos, no passado, estão envoltos em delações sob acusação de desvios milionários de recursos públicos. Um contraste com a celebração da esperança e dignidade de quem crer que com escolas dignas teremos uma sociedade capaz de promover a verdadeira libertação das injustiças sociais, a efetiva democratização e a transformação da realidade excludente da maioria dos maranhenses. Cenário que começa a mudar a partir da valorização dos professores, da reestruturação e democratização das escolas, tornando-as dignas das esperanças de nosso povo.

*Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos