Oposição exige que Roseana preste contas de R$ 900 milhões

Do Blog do Jorge Vieira

Parlamentares ligados ao bloco de oposição fecharam questão e anunciam que somente votarão a favor do empréstimo de R$ 2,3 bilhões pleiteado pelo Governo do Estado junto ao BNDES –Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social- se a governadora Roseana Sarney (PMDB) prestar contas dos R$ 900 milhões que tomou emprestado junto a instituição de crédito oficial.

Roseana torrou R$ 900 milhões e não prestou contas

O líder da oposição, deputado Marcelo Tavares, comunicou a posição do bloco contrário a mais um empréstimos bilionário em meio a um discurso do deputado Hélio Soares (PP) sobre o pacto federativo defendido pela UNALE –União Nacional dos Legislativos Estaduais- sobre a capacidade dos estados brasileiros quitarem suas dívidas com o Governo Federal. O parlamentar defendeu o novo empréstimo reivindicado pela governadora.

Soares, além de defender a proposta da UNALE, pediu empenho do parlamento estadual para votar a favor do empréstimo que Roseana está tentando junto ao BNDES, apresentando com exemplo o estado de Pernambuco que, segundo afirmou, teria contraído empréstimo da ordem de R$ US$ 500 milhões.

Conforme explicou Marcelo Tavares, o empréstimo foi feito pelo Banco Mundial, e não pelo Governo Federal, conforme sugeriu Hélio Soares. Tavares disse ainda que Pernambuco tem projetos de fato capazes de alavancar a economia pernambucana, é um Estado banhado por competência, por gestão administrativa de qualidade, ao contrário do Maranhão, onde nós só podemos ser destaque na mídia nacional se for em casos de má gerenciamento de dinheiro público, e que US$ 500 milhões não é toda a capacidade de endividamento de Pernambuco.

O líder oposicionista acrescentou que, ao contrário de Pernambuco, R$ 2.300.000.000,00 é toda capacidade de endividamento do nosso Estado do Maranhão. “Eu não aceito que se dê a Roseana Sarney o direito de comprometer o futuro do Maranhão, ela já comprometeu o passado e o presente, mas se depender do meu voto ela não comprometerá o futuro do nosso Estado e das futuras gerações de maranhenses, essa é a minha opinião, e por ela vou lutar”, adiantou Tavares.

Roseana recebeu nos anos de 2010 e 2011 R$ 900 milhões de empréstimos do BNDES e não prestou contas. Por isso, a oposição avisa que só aceita discutir o assunto na Casa quando a liderança do Governo apresentar a prestação de contas do empréstimo anterior. “Com quê foi gasto esse dinheiro, qual é a obra estruturante que ficou no Maranhão, depois de Roseana Sarney gastar R$ 900 milhões? Qual é o maranhense, do povo, que sabe o que foi feito com esse dinheiro?”, questiona.

Apesar dos argumentos e da cobrança da oposição, o vice-líder do governo, deputado Magno Bacelar (PV), defendeu que o Estado comprometa toda a sua capacidade de endividamento. “Se o Governo do Maranhão está pleiteando e o Banco de Desenvolvimento Social está aceitando é porque o dinheiro tomado emprestado anteriormente foi aplicado”. O deputado governista, no entanto, não conseguir informar onde fora aplicados os recursos e nem onde estão as obras construídas.

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Sindicato denuncia falta de merenda em Bequimão

Do Blog do Sismubeq

Segundo informações de professores da rede Pública Municipal de Bequimão, até hoje ainda não chegou a merenda escolar nas escolas,algumas crianças estão trazendo biscoitos e salgadinhos de casa e dividindo com os colegas.

Diante dessas informações, o SISMUBEQ procurou o presidente do conselho da merenda, ele informou que o repasse de 2012 ainda não foi creditado, mas existe ainda uma sobra de recursos referente a 2011 em um total de aproximadamente R$64.000 que já deveria ser gasto em compra da merenda escolar no próprio município.

O por que dessa merenda ainda não ter sido comprada com esse recurso é que não sabemos!!Esperamos que as pessoas responsáveis pela compra dessa merenda entre em contato com o SISMUBEQ para melhores esclarecimentos!

VADOCA PODE SER CANDIDATO A PREFEITO DE BEQUIMÃO

Do Blog do Aldir Dantas

Durante encontro com o deputado estadual Edson Araújo, em que também esteve o líder da colônia de pescadores de Bequimão, José Manoel Ferreira Garcia, o conhecido “Nhô”, o engenheiro Vadoca Almeida foi aconselhado pelo parlamentar a se candidatar a prefeito.

Dentre de uma análise política bem clara, ele entende que Bequimão precisa com urgência de um gestor capaz de fazer transformações no município com desenvolvimento , uma vez que diante das tendências atuais os postulantes são de grupos, que infelizmente nunca tiveram maiores preocupações com a dignidade da população, inclusive o atual dirigente municipal que se tornou reprodutor da dominação.

Na percepção e experiência do parlamentar, Vadoca Almeida e “Nhô”, são lideranças novas que despontam no cenário da política de Bequimão. O primeiro como candidato a prefeito e o segundo a vereador podem fazer a diferença perante o eleitorado. Apesar dos incentivos recebidos, Vadoca Almeida se mostrou bastante prudente.

 

Flávio Dino: “É uma amputação irreparável”

O ex-deputado viu o filho morrer de asma dentro de um hospital privado de Brasília. Diz que o menino foi vítima de um sistema ganancioso e desumano

Da Revista Época

MARCELO ROCHA

VIGILÂNCIA Flávio Dino, pai de Marcelo. Ele sugere que o SUS e a Anvisa fiscalizem os hospitais privados como o Ministério da Educação faz com as faculdades (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA)

Na manhã de 14 de fevereiro, uma terça-feira, pouco depois das 6 horas, o ex-deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA), de 43 anos e pai de dois filhos, recebeu uma ligação da mulher, Deane Maria. Ela falava do Hospital Santa Lúcia, um dos maiores de Brasília, para informar que Marcelo, o caçula, sofria uma nova crise de asma depois de 16 horas de internação. Dino pegou o carro e, por ruas ainda vazias, chegou ao hospital em poucos minutos. No trajeto, o ex-deputado se manteve calmo. Previu que Marcelo passaria por uma sessão de nebulização e logo estaria bom de novo.

Ao entrar na unidade de tratamento intensivo (UTI), deparou com uma cena bem diferente da que imaginara. Marcelo ocupava uma das cinco camas, cercado por três médicos – uma mulher e dois homens –, visivelmente tensos. O filho estava inconsciente, com o rosto roxo, e parecia não respirar. “Adrenalina”, disse um dos médicos, enquanto fazia massagens cardí-acas. Poucos minutos depois, viram os dois médicos deixar a sala. A médica ficou inerte em frente a Marcelo por alguns ins-tantes. Em seguida, dirigiu-se ao casal: “O Marcelo não resistiu”.

O destino de Marcelo gera consternação porque, apenas dois dias antes, era um adolescente ativo. No domingo, Dino e Marcelo pedalaram 10 quilômetros pelo Eixão, principal avenida de Brasília. Na segunda-feira, de volta à rotina, Dino viajou a trabalho para São Paulo. Desde junho do ano passado, preside a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Marcelo foi para o colégio, onde cursava o 9o ano do ensino fundamental. No final da manhã, o flamenguista Marcelo teve uma crise aguda de asma durante uma partida de futebol de salão. Sentiu falta de ar, vomitou e desmaiou. Foi socorrido e levado para o Santa Lúcia. Por volta das 14 horas, foi internado na UTI adulta do hospital e, mais tarde, transferido para a pediátrica. O prontuário médico registrou que seu quadro exigia monitoramento e que o menino necessitava de oxigenação. A mãe, Deane, fazia companhia.

No início daquela noite, quem assumiu o plantão do Santa Lúcia foi a médica Izaura Emídio. Aos 39 anos, especializada em pediatria e terapia intensiva, ela já vinha de uma jornada de 12 horas de plantão no Hospital Regional de Taguatinga. Ao che-gar, foi informada sobre as condições de saúde dos três pacientes da UTI: dois bebês e Marcelo. “Ele estava conversando nor-malmente. Estava ansioso. Não estava cansado”, disse Izaura à polícia. A situação parecia tão tranquila que Deane aconselhou o marido, que pousava em Brasília de volta de São Paulo, a nem seguir para o hospital. Marcelo dormia em paz e, possivelmente, teria alta no dia seguinte, logo cedo. Durante a madrugada, a médica Izaura visitou a UTI pediátrica duas vezes. Avaliou que Marcelo e os demais pacientes apresentavam “saúde estável”.

Tudo seguia bem até as 4 horas, quando o menino deveria receber dois remédios para asma. Isso não aconteceu. Aí começa-ram as complicações. Às 5h30, a médica Izaura foi chamada para ajudar num parto no centro obstétrico, ao lado da UTI pediá-trica. Marcelo só foi tomar o remédio às 6 horas. Em seguida, começou a passar mal. A mãe, Deane, pediu à auxiliar de enfermagem que chamasse a médica. Izaura não chegou. Depois de terminar o parto, ela foi trocar o uniforme. Enquanto isso, a crise de Marcelo se agravou. “Ele disse que não estava conseguindo respirar”, afirmou Deane. Segundo a mãe, os lábios já estavam roxos. A médica, finalmente, chegou e pediu equipamento para colocar um tubo de oxigênio no menino. O material veio, segundo o hospital, mas o procedimento não foi executado naquele momento. A médica pediu à auxiliar de enfermagem que chamasse o anestesista, que trabalha com entuba-ção. Ele estava no centro cirúrgico, em outra área do hospital. A essa altura, já alertado pela mulher, Dino corria para o Santa Lúcia. O anestesista chegou à UTI pediátrica às 6h20. Pouco depois, pediu à equipe de enfermagem que substituísse o equipa-mento de entubação. Às 7 horas, Marcelo foi considerado morto.

Procurada por ÉPOCA, Izaura afirmou que qualquer informação sobre o caso compete à direção do hospital. “O paciente re-cebeu todo o atendimento que a situação exigia e no tempo adequado”, diz o médico Cícero Dantas Neto, diretor técnico do Santa Lúcia. Segundo ele, havia uma situação de risco. “A asma é uma doença extremamente grave.” Mas, segundo especialistas, casos fatais são incomuns. “Com os medicamentos e tratamentos modernos, esses eventos (mortes em hospitais por asma) são muito raros”, afirma o médico Adalberto Sperb Rubin, diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisio-logia (SBPT) e pneumologista da Santa Casa de Porto Alegre.

Sinto muita indignação nos momentos em que racionalizo o que aconteceu. Os últimos 30 dias não existiram para mim
O menino foi enterrado no dia seguinte em Brasília. No velório, passaram o vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o governador de Brasília, Agnelo Queiroz, e o ex-presidente José Sarney (PMDB), principal adversário político de Dino no Maranhão. No dia 19 de março, acompanhado de Deane, Dino recebeu É-POCA num hotel de Brasília e deu a primeira entrevista com detalhes sobre a morte do filho. Desde a tragédia, está licenciado da Embratur. Com experiência de juiz federal aposentado, Dino é comedido quando fala do inquérito policial que apura o caso, sob a responsabilidade do delegado Anderson Espíndola. Só então decidirá o que fazer para que a morte prematura de Marcelo ajude a mostrar as falhas do sistema de saúde brasileiro. Apesar da tristeza, Flávio Dino falou com firmeza por mais de uma hora. No final, cedeu à emoção e sucumbiu ao choro.

CENTRO DE SAÚDE
A fachada do Hospital Santa Lúcia, de Brasília. O filho de Dino morreu depois de 17 horas de internação na UTI pediátrica (Foto: Monique Renne/CB/D.A Press)

ÉPOCA – Como o senhor enfrenta a morte de seu filho?
Flávio Dino – Estou tentando organizar a vida. Marcelo é insubstituível. Ele era muito amoroso, carinhoso, afetuoso com a gente e na escola. Sinto muita indignação nos momentos em que racionalizo o que ocorreu. Os últimos 30 dias não existiram para mim. O que existe é 14 de fevereiro às 7 horas da manhã. É onde estou. Marcelo foi uma vítima indefesa de um sistema desumano e ganan-cioso. Foi uma tragédia de proporções inimagináveis. É uma amputação irreparável de uma parte de nossa vida. É uma dor incurá-vel, que vai nos acompanhar sempre. É a negação do direito de Marcelo viver, de ser feliz.

ÉPOCA – Que explicação o hospital deu à família?
Dino – Eles não responderam às perguntas principais. O hospital soltou uma nota. Deram a entender que o Marcelo chegou do colégio e morreu. Não. Se ele tivesse chegado do colégio muito mal e tivesse morrido na recepção, eu não estaria aqui. O pron-tuário diz que Marcelo estava bem, falando, mandando e-mail, com oxigênio lá acima de 95% o tempo todo. O que mudou entre as 6 horas e as 6h30 da manhã do dia 14 de fevereiro é o que a gente não sabe.

ÉPOCA – O que o senhor pretende fazer em relação ao hospital?
Dino – Não quero um centavo do hospital. Não recebo dinheiro da indústria da morte. Só quero a verdade. O hospital, em vez de nos trazer a verdade, fica querendo esconder, para não ter de pagar indenização.

ÉPOCA – O senhor está próximo de saber a verdade?
Dino – Prefiro aguardar o que as autoridades vão dizer. Se você me perguntar se houve crime, vou dizer que não sei. Quem vai dizer isso é a polícia e o Ministério Público. Pelo fato de ser juiz, prefiro aguardar o desfecho das investigações para falar sobre elas.

ÉPOCA – O que ocorreu durante o período em que seu filho ficou internado?
Dino – É uma longa sequência de má conduta. Meu filho chegou ao Santa Lúcia consciente, andando, tomou banho sozinho. No período em que lá esteve, nenhum exame específico foi feito. Sequer um pneumologista o avaliou. Eles minimizaram o quadro do Marcelo e, por isso, não se deram conta de que ele poderia ter outra crise. Outra questão são as condições de trabalho da médica, Izaura Emídio. Ela assumiu o plantão na noite anterior depois de 12 horas de outro plantão. Ela não tinha plenas condições de trabalho por uma questão óbvia, orgânica.

ÉPOCA – O que foi feito para tentar salvar Marcelo?
Dino – Quando ele teve a crise, a Deane (mãe), que o acompanhava no hospital, chamou a auxiliar de enfermagem. A auxiliar de enfermagem foi chamar a médica. A médica não veio. Passado algum tempo, meu filho tinha parado de respirar. Começou a ficar roxo. A auxiliar de enfermagem voltou a chamar a médica. A médica relatou à polícia que demorou porque fora se trocar.

ÉPOCA – Quanto tempo transcorreu até ela chegar?
Dino – Uns quatro minutos. Quando a médica chegou, o Marcelo estava roxo nos lábios e começou a ficar roxo no rosto também. O que a literatura médica diz? Só existe uma conduta absoluta: entubar na hora, porque significa que o paciente está em parada respiratória. Um pneumologista que está me assistindo diz que são quatro ou cinco minutos para você salvar uma vida nessas condições.

ÉPOCA – Como exigir transparência dos hospitais privados?
Dino – Esse é um papel do Poder Público. Faço analogia com a educação. Se existe um sistema público de avaliação das faculda-des, deve existir para os hospitais também. No caso específico de erros, de crimes, deve haver regras específicas que hoje não existem, de preservação da cena do crime. O hospital tem uma relação com seu corpo profissional e outra com seus pacientes. Eles só olham a relação com o corpo profissional. Tanto que os advogados dos médicos são os advogados do hospital. Eles não veem que existe um paciente que pagou pelo serviço que não foi prestado.

ÉPOCA – O que existe do outro lado do balcão?
Dino – Existe um sistema que se caracteriza pela impenetrabilidade e pela desumanidade. Quem domina todas as informações é o hospital. É preciso haver transparência no controle dessas informações, e esse direito do paciente deve ser respeitado.

ÉPOCA – O consumidor brasileiro tem a quem recorrer numa hora como essa?
Dino – Você tem de recorrer à polícia e ao Ministério Público. Por isso, defendo o fortalecimento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e dos órgãos do Sistema Único de Saúde. Há os Conselhos Regionais, das próprias profissões. Nos hospitais privados, médicos e enfermeiros são obrigados, segundo eles, a se submeter a situações desumanas porque também não têm quem os proteja.

ÉPOCA – Numa situação de emergência, onde buscar socorro: no hospital público ou privado?
Dino – No caso dos hospitais particulares, o mais grave é a ganância. A busca do lucro máximo impede a prestação adequada dos serviços. Afinal, um hospital é uma empresa como outra qualquer, feita para lucrar, ou tem compromisso com a qualida-de? E quem fiscaliza essa qualidade? Na rede pública, temos o debate sobre verbas e sobre a corrupção. Por cima de tudo, existe a desumanidade, a coisificação da vida humana. É como se fosse produção de estatística. Nos hospitais públicos, é uma dificuldade histórica, que não distingue governos. Nos particulares, o problema é empresarial, que chamo de indústria da morte.

ÉPOCA – O senhor pretende fazer alguma campanha?
Dino – A morte dele (de Marcelo) tem de servir para alguma coisa, para dar sentido à vida dele. Não sou movido por sentimento de vingança. Luto por justiça. Nesse caso, existe uma singularidade, que é a justiça para o meu filho, mas tenho a esperança de que a morte dele sirva para a adoção de medidas que previnam ocorrências similares.

ÉPOCA – No que essa campanha pode ajudar?
Dino – Por exemplo: hoje existe o sistema de avaliação de qualidade das faculdades. O Ministério da Educação vai lá, inspeciona, atribui nota, verifica o currículo dos profissionais e, no limite, se a instituição não preencher determinados parâmetros de qua-lidade, ela poderá deixar de funcionar. Nos hospitais não existe isso. É como se fosse um comércio qualquer. Não é hora de exis-tir um sistema de avaliação de qualidade, conduzido pelo SUS, pela Anvisa, para que os consumidores possam afinal saber o que os hospitais oferecem?

A corrupção vai acabar com o Maranhão

Por Dayse Karol*

A cada dia que passa fico mais preocupada com a situação do Maranhão. Aqui mesmo no blog estamos mais que acostumados a denunciar negociatas, superfaturamentos e escândalos que evidenciam uma verdadeira farra com o dinheiro público.

As escolas estão abandonadas, a geração de emprego estagnada, o aeroporto é uma piada, o trânsito em São Luís um verdadeiro caos, e a segurança pública não existe.

O dinheiro público é utilizado em compras exorbitantes de gêneros alimentícios e até bebidas alcóolicas para abastecer as adegas do executivo estadual. Um terreno no valor de R$ 3,5 milhões, foi comprado para a construção de um hospital em Caxias e continua em nome de seu antigo proprietário, um conhecido aliado político do grupo Sarney.

O repasse de R$ 9 milhões para custear o carnaval da Beija-Flor, que aliás, em muito pouco representou a cultura ludovicense, e em nada contribuiu para o incremento do turismo no estado. E tantas outras situações relatadas não só aqui neste blog, como em vários outros.

E para fechar a semana com chave de ouro, eis que a governadora Roseana Sarney anuncia o maior dos absurdos: nossa representante do executivo estadual contraiu um empréstimo junto ao BNDES que chega à quantia de R$ 10 bilhões, segundo a Ascom do estado.

Como se a dívida do Maranhão fosse pequena! Em 2011 foram pagos R$ 660 milhões só a título de juros. Agora quanto iremos pagar com mais essa pechincha?

Quantos empréstimos e investimentos foram feitos ao longo desses anos e os problemas da saúde, educação, trabalho, saneamento, infra-estrutura, transporte e agricultura continuaram os mesmos? Este dinheiro será rateado e usado para custear mais “favores” e negociatas.

Que estado herdaremos nós, nossos filhos, netos e pessoas queridas? Eu faço um apelo aos maranhenses e a todos os que aqui vivem, que não façam vistas grossas a essa sucessão de absurdos cometidos pelo Governo do Estado.

Estou falando de bilhões e bilhões que escorrem pelo ralo, enquanto nosso povo analfabeto passa fome, sofre com a seca e as enchentes, não tem saúde, moradia decente, transporte, trabalho e segurança pública.

A sociedade precisa se unir e cobrar do poder público e das autoridades competentes medidas emergenciais que contenham os abusos a que estamos assistindo. Vamos dar um basta à corrupção que está entranhada no governo. Do contrário, o final deste mandato coincidirá com o início de nossa derrocada.

Jornalista da equipe do Blog do Luís Cardoso *