Bequimãoense Ana Paula conquista penta Pan Americano

Com informações do R7

APAtual campeã do mundo, a seleção feminina de handebol do Brasil não deu chances para as adversárias também no Pan-Americano de Toronto, no Canadá. Depois de uma campanha perfeita, as meninas fizeram clássico contra a Argentina na noite desta sexta-feira (24), venceram por 25 a 20 e garantiram o quinto ouro seguido da equipe nos Jogos.

AnaFace

Mais produção e alimentos

Por Flávio Dino

Foto1_KarlosGeromy - Feira de Agricultura Familiar e AgrotecnologiaNa atual conjuntura, não tenho dúvidas de que a produção  agropecuária é a principal estratégia para incremento das atividades econômicas do nosso Estado, considerando a nossa tradição no setor, nossos recursos naturais e a capacidade de o segmento gerar resultados rapidamente, com um tempo mais curto de maturação dos empreendimentos. Além disso, tenho como essencial a aptidão que o setor possui de gerar trabalho e renda para milhões de pessoas, quando há uma política agrícola correta, levando aos pequenos produtores o acesso à terra e ao crédito, assistência técnica e apoio à comercialização.

Desde o começo do governo, avançamos muito em direção à valorização do setor agropecuário. Criamos a Secretaria da Agricultura Familiar, que na semana passada foi fortalecida com a criação da Secretaria Adjunta de Extrativismo, reivindicada pelas quebradeiras de côco e outros segmentos. Estamos contratando mais 90 técnicos para AGERP (assistência técnica) e 70 para o ITERMA (regularização fundiária). Temos apoiado todos os eventos da agropecuária já realizados no sul do Estado e na região tocantina. Distribuímos sementes e equipamentos agrícolas para milhares de produtores. A vacinação contra febre aftosa obteve o grande sucesso de mais de 99% do rebanho alcançado. E poderia falar mais, muito mais, a exemplo dos incentivos fiscais à avicultura, que inauguram uma fase nova para tais empreendimentos.

Nesse conjunto de realizações, sublinho a relevância da criação do Sistema Estadual de Produção e Abastecimento, instrumento de planejamento e de concentração de esforços governamentais para crescimento da agropecuária, pesca e aquicultura no Maranhão. Nas reuniões até aqui realizadas, definimos como prioritários para o Maranhão, além dos já bem-sucedidos segmentos da soja e do milho, os da produção do arroz, do feijão, da mandioca, do mel, do leite, de camarões e pescados, ovinos, caprinos, bovinos, hortaliças e frutas. Agora, com intenso diálogo com os produtores, vamos lutar para viabilizar o crescimento de cada segmento, removendo obstáculos e fortalecendo aspectos virtuosos já identificados.

Outra grande novidade nesse segundo semestre será a realização de quatro Feiras Tecnológicas da Agricultura Familiar nos municípios de São Bento, Açailândia, Caxias e Bacabal, que levarão mais conhecimento para aumentar a produtividade e promoverão a comercialização dos produtos oriundos das pequenas unidades de produção. A tais Feiras, se agregarão mais 20, destinadas exclusivamente à ligação direta entre produtores e consumidores. A propósito desses projetos, agradeço a parceria da FETAEMA, dos sindicatos, do SEBRAE e da EMBRAPA, além das prefeituras municipais.

Temos boas condições naturais e uma posição geográfica estratégica, fatores que aliados à garra e a força trabalhadora de nossa gente, são garantidores de que programas como o Mais Produção e o Mais Empresas levarão a resultados crescentes, apesar da terrível crise econômica e da recessão que infelizmente se instalaram no Brasil. Para vencer essa quadra difícil, precisamos de múltiplos esforços, um deles reside na crença revolucionária de dias melhores para a nossa Nação, em que bons exemplos proliferem e sejam exaltados. Tenho certeza de que entre tais sucessos estará o dos produtores maranhenses.

Advogado, 47 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal

Governo do Estado promove debate sobre novas rádios comunitárias no MA

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Reunião entre representantes do Governo do Estado, do Governo Federal e das Rádios Comunitárias do Maranhão no Palácio dos Leões

A democratização das rádios comunitárias do Maranhão foi tema de reunião entre o Governo do Estado, Governo Federal e a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) realizada nesta sexta-feira (17) no Palácio dos Leões. Nesse sentido, o novo Plano Nacional de Outorgas de Rádios Comunitárias e Educativas (PNO) do Ministério das Comunicações, lançado no dia 15 de junho passado, foi um dos principais assuntos tratados na reunião. O PNO contemplou 699 municípios brasileiros com novas rádios comunitárias. Para o Maranhão foram contemplados 29 municípios que participarão dos editais de seleção pública para novas concessões.

Governo do Estado e Governo Federal pretendem trabalhar juntos para oferecer formação aos comunicadores populares e apoiar por meio de seminários de capacitação os municípios. Tudo isso para garantir que os 29 municípios maranhenses contemplados no PNO possam concorrer às chamadas públicas do Ministério das Comunicações (MiniCom). A ação conjunta é importante para a estratégia de democratização da comunicação no estado prioridade do governador Flávio Dino.

O diretor de formação da Abraço, Edwilson Araújo, destacou como a desburocratização do processo de concessão de rádios comunitárias  tem ajudado entidades e associações do setor. “Nós tínhamos antes um processo muito longo, demorado, burocrático, que constava aí de 33 documentações complexas e minuciosas para que uma entidade pudesse obter a autorização  de uma outorga para funcionar”, lembrou.  Com o novo PNO, a exigência caiu de 33 para sete documentos.  “Então isso facilita muito o trabalho das associações que pleiteiam a autorização para funcionamento de rádios comunitárias”, complementou Edwilson Araújo.

Secretário Robson Paz com diretor do Ministério das Comunicações Adolpho Loyola e dirigentes da Abraço-MA

Secretário Robson Paz com diretor do Ministério das Comunicações Adolpho Loyola e dirigentes da Abraço-MA

Representando o Governo do Maranhão, o secretário de Estado de Comunicação Social, Robson Paz, destacou a importância do debate entre os governos e as rádios comunitárias. “Esse momento é muito importante para que todos que fazem a comunicação comunitária do estado possam ter conhecimento das regras de desburocratização que o Ministério das Comunicações e o governo do Estado participará deste processo de democratização dos meios e garantir o direito à comunicação”, afirmou.

Também presente à reunião, o diretor do Ministério das Comunicações, Adolpho Loyola, explicou que com as novas regras, o processo de autorização para o funcionamento de uma nova rádio comunitária será reduzido de dois anos, em média, para seis meses. “Para que se garanta a pluralidade, é preciso haver a máxima dispersão das emissoras. Isso dá a possibilidade de a sociedade se manifestar, falar e ser ouvida”, afirmou.

A meta do MiniCom é regularizar o maior número de rádios comunitárias no Maranhão. “Achei muito importante principalmente essa vanguarda do Governo do Maranhão de querer capacitar os radiodifusores comunitários e ajudar nessa mobilização do Plano Nacional de Outorga que atingirá 29 municípios aqui do estado. A nossa articulação junto às secretarias de Comunicação Social e de Assuntos Políticos do Maranhão desenvolveu isso e pra nós é de muita importância que o plano nacional de outorga dê certo e que a gente possa cada vez mais ter outorgas de rádios comunitárias aqui no estado.”

O PNO

O Ministério das Comunicações lançou um novo Plano Nacional de Outorgas para emissoras comunitárias e educativas. A intenção é desburocratizar o processo de concessões e aumentar o número de emissoras para garantir que a população tenha maior acesso à comunicação pública.

Ao todo, 699 municípios serão contemplados com rádios comunitárias. Desses, 496 não têm emissora autorizada e outros 203 contam com, pelo menos, uma. Atualmente, as rádios comunitárias estão presentes em 3.781 municípios.

O objetivo do plano é ampliar o serviço para 4.277 cidades, o que representa 77% dos municípios brasileiros. Quanto às rádios e TVs educativas, 235 cidades serão beneficiadas – 205 novas outorgas para rádios FM e 30 para TVs com fins exclusivamente educativos.

A escolha dos municípios foi feita com base na demanda reprimida, ou seja, nos pedidos de novas emissoras.